Rio Branco, 2 de junho de 2026.

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Casa Fio a Fio aposta no empreendedorismo para transformar a vida de mulheres em situação de vulnerabilidade em Rio Branco

Espaço vai oferecer qualificação profissional e apoio psicossocial – Foto Lucas Dourado

Um espaço pensado para acolher, capacitar e gerar autonomia financeira para mulheres foi inaugurado nesta terça-feira, 2, em Rio Branco. A Casa Fio a Fio – Centro Municipal da Mulher Empreendedora, nasce com a proposta de oferecer qualificação profissional e apoio psicossocial para mulheres em situação de vulnerabilidade, especialmente mães solo e vítimas de violência.

Localizada no Conjunto Rui Lino, a iniciativa reúne cursos, oficinas e acompanhamento especializado voltados ao fortalecimento da independência econômica feminina. O espaço foi revitalizado pela Prefeitura de Rio Branco com investimento de aproximadamente R$ 355 mil em recursos próprios.

Segundo o prefeito Alysson Bestene, a proposta é criar oportunidades para que mulheres possam conquistar renda própria e desenvolver seus negócios.

Alysson destacou que espaço buscar desenvolver autonomia financeiras das mulheres atendidas – Foto Lucas Dourado

“É um espaço que busca desenvolver a autonomia econômica das mulheres. Aqui teremos cursos de costura, beleza, culinária, artesanato e outras áreas que podem gerar renda. Muitas mulheres são responsáveis pelo sustento de suas famílias e precisam dessa oportunidade para empreender e conquistar independência financeira”, destacou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação, coronel Ezequiel Bino, explicou que a Casa Fio a Fio vai além da capacitação profissional.

“Esse espaço foi criado para dar às mulheres um grito de liberdade. Muitas vivem contextos difíceis justamente por não terem condições de sustentar a si mesmas e seus filhos. Aqui elas serão acolhidas primeiro por uma equipe psicossocial e, depois, poderão escolher a área em que desejam se qualificar para empreender”, afirmou.

A Casa Fio a Fio oferecerá cursos nas áreas de costura, culinária, artesanato, manicure, design de sobrancelhas, maquiagem e cabeleireiro, entre outras atividades voltadas à geração de renda.

Para a mediadora e responsável pelos cursos de costura, Priscila Rodrigues, da Associação Mão Criativa do Acre, o projeto representa muito mais do que qualificação profissional.

“A costura acaba se tornando uma terapia. Muitas mulheres chegam aqui sem acreditar mais em si mesmas e, ao longo do processo, percebem que são capazes de construir algo próprio. O curso começa do básico e evolui para a costura criativa, permitindo que elas desenvolvam seus próprios negócios”, explicou.

Roberta Lins, primeira-dama, é madrinha do projeto que vai atender mulheres em situação de vulnerabilidade – Foto Lucas Dourado

Quem já passou pelas capacitações confirma o impacto da iniciativa. A costureira Mercedes Souza de Araújo participou dos cursos antes mesmo da inauguração oficial da nova estrutura e afirma que o aprendizado vai além das técnicas de costura.

“Para mim foi também uma forma de convivência e socialização. A gente aprende novas técnicas, troca experiências e cria amizades. É um ambiente que une as pessoas e incentiva sempre a buscar mais conhecimento”, relatou.

A primeira-dama de Rio Branco, Roberta Lins, madrinha do projeto, destacou que a proposta é criar oportunidades concretas para mulheres que buscam uma nova perspectiva de vida.

“Muitas vezes essas mulheres não tiveram oportunidade de aprender uma profissão ou de garantir o sustento da família. Aqui elas terão acesso à capacitação e também a ferramentas que poderão ajudá-las a iniciar sua atividade profissional. É uma oportunidade de recomeço”, afirmou.

O senador Sérgio Petecão também participou da inauguração e ressaltou o alcance social da iniciativa.

“O mais importante não é o valor investido, mas o impacto que esse espaço terá na vida dessas mulheres. É um projeto que oferece oportunidade, dignidade e esperança para quem enfrenta momentos de vulnerabilidade”, disse.

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Laudivon Nogueira, destacou que ações voltadas à proteção e autonomia feminina fortalecem não apenas as mulheres atendidas, mas toda a sociedade.

“Iniciativas como essa levam dignidade às mulheres e fortalecem as famílias. É um passo importante para construir uma sociedade mais justa e acolhedora”, afirmou.

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