
A obra da Orla do Rio Acre, em Brasileia, continua parada há mais de dois anos por falta de regularização do repasse federal destinado à execução do projeto. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 11, pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre).
Segundo o órgão, a obra está com 51,04% dos serviços executados e permanece paralisada desde abril de 2024, após a interrupção do fluxo financeiro do convênio federal. O investimento total previsto é de R$ 16,7 milhões, oriundos de emenda parlamentar do senador Márcio Bittar.
Mesmo sem alteração no status do contrato, o Deracre informou que mantém acompanhamento técnico e administrativo da situação e segue buscando alternativas para viabilizar a retomada dos serviços. O órgão acionou a Representação do Governo do Acre em Brasília (Repac) para intermediar, junto ao Ministério das Cidades, a regularização financeira necessária à continuidade da obra.
A presidente do Deracre, Sula Ximenes, afirmou que a paralisação prolongada pode ter agravado as condições da área atingida pela erosão às margens do Rio Acre.
“Seguimos acompanhando tecnicamente toda a situação da obra. A paralisação prolongada acaba impactando diretamente as condições da área, principalmente por se tratar de uma região sujeita à dinâmica natural do rio. O relatório técnico vai subsidiar os próximos encaminhamentos para que possamos avançar na retomada dos serviços”, declarou.
O Deracre informou ainda que elaborou relatório técnico atualizado sobre as condições da área e das intervenções executadas antes da paralisação. O documento foi encaminhado à instituição financeira responsável pelo contrato.
A contenção da margem foi executada com o sistema bolsacreto, técnica utilizada para reforço do barranco por meio de mantas preenchidas com concreto. Segundo o órgão, o método seguiu o projeto aprovado e os parâmetros de engenharia previstos para esse tipo de intervenção.
O departamento ressaltou ainda que o fenômeno conhecido como “terras caídas” é recorrente nas margens dos rios da região devido à movimentação das águas e aos processos naturais de erosão.








