Rio Branco, 11 de junho de 2026.

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Obra da Orla de Brasileia segue parada há mais de dois anos por falta de repasse federal, diz Deracre

Presidente do Deracre afirmou que paralisação pode comprometer erosão no local de obra – Foto Ascom Deracre

A obra da Orla do Rio Acre, em Brasileia, continua parada há mais de dois anos por falta de regularização do repasse federal destinado à execução do projeto. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 11, pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre).

Segundo o órgão, a obra está com 51,04% dos serviços executados e permanece paralisada desde abril de 2024, após a interrupção do fluxo financeiro do convênio federal. O investimento total previsto é de R$ 16,7 milhões, oriundos de emenda parlamentar do senador Márcio Bittar.

Mesmo sem alteração no status do contrato, o Deracre informou que mantém acompanhamento técnico e administrativo da situação e segue buscando alternativas para viabilizar a retomada dos serviços. O órgão acionou a Representação do Governo do Acre em Brasília (Repac) para intermediar, junto ao Ministério das Cidades, a regularização financeira necessária à continuidade da obra.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, afirmou que a paralisação prolongada pode ter agravado as condições da área atingida pela erosão às margens do Rio Acre.

“Seguimos acompanhando tecnicamente toda a situação da obra. A paralisação prolongada acaba impactando diretamente as condições da área, principalmente por se tratar de uma região sujeita à dinâmica natural do rio. O relatório técnico vai subsidiar os próximos encaminhamentos para que possamos avançar na retomada dos serviços”, declarou.

O Deracre informou ainda que elaborou relatório técnico atualizado sobre as condições da área e das intervenções executadas antes da paralisação. O documento foi encaminhado à instituição financeira responsável pelo contrato.

A contenção da margem foi executada com o sistema bolsacreto, técnica utilizada para reforço do barranco por meio de mantas preenchidas com concreto. Segundo o órgão, o método seguiu o projeto aprovado e os parâmetros de engenharia previstos para esse tipo de intervenção.

O departamento ressaltou ainda que o fenômeno conhecido como “terras caídas” é recorrente nas margens dos rios da região devido à movimentação das águas e aos processos naturais de erosão.

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