Rio Branco, 2 de agosto de 2026.

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Barista de Manaus aponta torra como desafio para ampliar mercado do café acreano

Jorge Luiz afirmou que a cadeia produtiva do café acreano evoluiu nos últimos anos – Foto Lucas Dourado

O café produzido no Acre tem conquistado reconhecimento pela qualidade e pelo potencial de crescimento, mas ainda pode avançar em etapas decisivas para agregar valor ao produto. A avaliação é do barista amazonense Jorge Luiz, que participa pela terceira vez da Expoacre e integra a programação do estande do café durante a feira.

Em entrevista ao Portal Acre, o profissional, que atua há 18 anos na área, afirmou que a cadeia produtiva do café acreano evoluiu nos últimos anos, especialmente no cultivo e no processamento dos grãos.

“O café do Acre tem um potencial de crescimento e de melhora na parte de processamento, de plantio e de colheita. Na parte essencial, que é a torra, muitos produtores e alguns torradores ainda precisam aperfeiçoar esse processo”, avaliou.

Segundo Jorge Luiz, o domínio da torra é um dos fatores que podem fortalecer ainda mais a competitividade do café acreano no mercado.

“É importante melhorar o ponto de torra, reconhecer o perfil do consumidor e entender qual é a torra ideal para cada mercado. Tudo isso faz parte da cadeia produtiva do café”, explicou.

Na Expoacre, o barista representa os cafés especiais e apresenta ao público variados métodos de preparo – Foto Lucas Dourado

O barista participa da Expoacre representando o segmento de cafés especiais e demonstra ao público diferentes métodos de preparo da bebida. Durante a entrevista, preparou um cappuccino italiano utilizando café expresso produzido com o Café Lara, marca acreana presente no estande.

Além da técnica de preparo, Jorge Luiz chamou a atenção para uma característica dos cafés de qualidade: a doçura natural do grão.

“Esse cappuccino está sem açúcar. É só o leite vaporizado e o café expresso. Mesmo assim, ele já apresenta uma doçura natural no paladar”, destacou.

Participando da Expoacre pela terceira vez, o barista disse estar satisfeito em retornar ao Acre e acompanhar a evolução da cafeicultura no estado.

“Já estou nesse ramo há 18 anos e essa é a minha terceira participação na Expoacre. Estou bem satisfeito, bem feliz e com uma expectativa muito grande para esta edição”, afirmou.

Nos últimos anos, o café Robusta Amazônico produzido no Acre tem acumulado reconhecimento nacional e internacional, impulsionado pelo investimento em tecnologia, assistência técnica e melhoria da qualidade dos grãos.

Na Expoacre 2026, o estande da cafeicultura reúne produtores, torrefadores e especialistas, aproximando o público das diferentes etapas da produção e da cultura do café acreano.

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