
Um dos produtos mais tradicionais da culinária acreana está ganhando novas versões. Durante a Expoacre 2026, a Embrapa apresenta um projeto que desenvolve farinhas de mandioca temperadas como estratégia para agregar valor à produção do Vale do Juruá e ampliar as oportunidades de mercado para a cadeia da mandiocultura.
Em entrevista ao Portal Acre, a pesquisadora da Embrapa, Joana Souza, explicou que a iniciativa é desenvolvida em parceria com a Cooperativa Juruá Alimentos e busca fortalecer a Indicação Geográfica (IG) da farinha produzida na região.
“A gente está trabalhando com a agregação de valor da farinha de mandioca, porque ela já tem uma indicação geográfica e a gente precisa dar uma celeridade ao desenvolvimento dessa indicação. A Juruá Alimentos nos desafiou a fazer um produto diferenciado e estamos trabalhando nisso”, afirmou.
Nesta primeira etapa do projeto, foram desenvolvidas duas versões da farinha temperada: uma com gengibre e manjericão e outra com pimenta calabresa e outras especiarias. Segundo a pesquisadora, o objetivo é oferecer um produto pronto para o consumo, sem perder a identidade da farinha acreana.
Além do desenvolvimento das receitas, a Embrapa também realizou toda a etapa técnica necessária para que o produto possa chegar ao mercado.
“Essas farinhas já saem com rotulagem, informações nutricionais e toda a caracterização físico-química. É um produto realmente finalizado para que a Cooperativa Juruá Alimentos tenha essa carta na manga e possa dizer que está agregando valor e quer ser reconhecida por isso”, explicou.

Joana informou que as duas primeiras versões já estão prontas para comercialização, enquanto outras formulações seguem em fase de desenvolvimento.
A pesquisadora destaca que a proposta vai além da inovação gastronômica e busca fortalecer uma cadeia produtiva que movimenta a economia de diversas comunidades acreanas, especialmente no Vale do Juruá, tradicional produtor da farinha de mandioca reconhecida nacionalmente pela qualidade.







