Rio Branco, 15 de setembro de 2026.

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Abate de bovinos no Acre avança, mas produção de leite e ovos recua no segundo trimestre

Dados do IBGE mostram cenário diferente entre os segmentos da pecuária acreana no segundo trimestre – Foto cedida

A pecuária do Acre apresentou resultados distintos no segundo trimestre de 2026. Enquanto o abate de bovinos avançou em relação ao mesmo período do ano passado, os segmentos de leite e ovos registraram queda, segundo dados divulgados nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O movimento mostra comportamentos diferentes dentro da produção de origem animal no Estado.

De acordo com o levantamento, entre abril e junho, foram abatidos 158.902 bovinos no Acre, contra 155.505 no segundo trimestre de 2025, uma alta de 2,2%. O peso das carcaças também cresceu, passando de 36.595 para 37.252 toneladas, aumento de 1,8%. No Brasil, o número de bovinos abatidos subiu 1,3% no mesmo período.

O resultado coloca o Acre entre os estados da região Norte que tiveram crescimento no abate bovino no período. Rondônia também registrou alta, de 1,4%, enquanto Amazonas cresceu 4,6%. Pará, por outro lado, teve queda de 8%. O desempenho acreano ocorre em um trimestre de expansão do abate bovino brasileiro, que chegou a 10,72 milhões de animais, o maior resultado para um segundo trimestre da série histórica do IBGE.

Segundo o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac), Assuero Veronez, o crescimento do abate está relacionado a uma combinação de fatores que vem estimulando a atividade no Estado. Segundo ele, a valorização da arroba tem levado os pecuaristas a investir em tecnologias capazes de antecipar a engorda e ampliar a oferta de animais prontos para o abate, ao mesmo tempo em que os frigoríficos aumentaram sua capacidade após investimentos nas plantas industriais.

Assuero também aponta a abertura de novos mercados para a carne acreana como um fator de estímulo ao setor. “O valor da arroba está aquecido, levando os pecuaristas a adotar tecnologias que antecipam a engorda e aumentam a oferta de bois gordos. Além disso, a indústria frigorífica fez investimentos em suas plantas, aumentando a capacidade de abate, e tivemos a abertura de mercado para a exportação de carne”, afirmou.

Captação de leite tem queda de 16,6%

Na produção leiteira, entretanto, o cenário foi oposto. A quantidade de leite cru adquirido por estabelecimentos sob inspeção sanitária caiu de 2,627 milhões de litros no segundo trimestre de 2025 para 2,191 milhões de litros neste ano, uma redução de 16,6%. A retração contrasta com o resultado nacional, que apresentou crescimento de 1% na aquisição de leite no período. No Acre, a mesma queda de 16,6% foi registrada também no volume de leite industrializado.

Mais galinhas, menos ovos

Outro resultado chama atenção na produção de ovos. O Acre produziu 2,386 milhões de dúzias no segundo trimestre, ante 2,460 milhões de dúzias um ano antes, queda de 3%. O dado ocorre apesar do aumento do efetivo de galinhas. O número de aves passou de 360 mil para 392 mil, crescimento de 9% no período.

Nota: os números são preliminares e fazem parte das pesquisas trimestrais do IBGE sobre abate de animais, leite e produção de ovos.

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