Rio Branco, 15 de setembro de 2026.

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Gemil Júnior contesta fake news e diz que declarações foram confirmadas por nota da AMEACRE

A suspensão da realização da Marcha para Jesus em Cruzeiro do Sul saiu do campo religioso e passou para o campo político, com trocas de acusações entre as campanhas de Mailza Assis e Alan Rick.

Do lado da campanha da governadora e candidata à reeleição, veio a acusação de que Gemil Júnior, primeiro suplente de Alan Rick no Senado, teria espalhado fake news ao afirmar que o governo estadual retirou o apoio ao evento por perseguição política, já que o prefeito de Cruzeiro do Sul decidiu apoiar o candidato do Republicanos ao Palácio Rio Branco.

O lado governista se baseia em uma decisão na qual o juiz eleitoral Leandro Gross entendeu que Gemil induziu o eleitorado à falsa conclusão de que Mailza teria usado a estrutura pública para retaliar Cruzeiro do Sul por uma posição política da prefeitura.

Já Gemil negou ter espalhado qualquer fake news e afirma que suas declarações foram norteadas por depoimentos dos pastores da região do Juruá. Tanto que, após a acusação de divulgar algo inverídico, a Associação de Ministros Evangélicos do Acre (AMEACRE — núcleo de Cruzeiro do Sul) divulgou uma nota oficial em que confirma que o evento foi cancelado por falta do apoio do governo.

Na nota, a entidade explica que o cancelamento da tradicional Marcha para Jesus, programada para ocorrer em 26 de setembro, foi decidido após o governo comunicar que não iria prestar o apoio necessário para a realização do evento. A gestão estadual justificou a inexistência de tempo hábil para a realização dos procedimentos administrativos necessários à contratação dos serviços e demais providências. A AMEACRE afirmou, ainda, que o problema não ocorreu em edições anteriores.

“Eu não cometi nenhum tipo de fake news. O que disse foi baseado na declaração de pastores sérios e respeitados não só em Cruzeiro, mas em todo o Acre. Tanto que a AMEACRE confirma em nota que a Marcha não será realizada este ano por falta de apoio do governo. Direito de resposta é uma decisão, e decisão eu respeito; mas contra fatos não há argumentos, essa é a verdade”, declarou Gemil Júnior.

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