Rio Branco, 21 de maio de 2026.

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Polícia Civil prende investigado por exploração sexual virtual de menores em Epitaciolândia

Homem é acusado de usar sua atuação de professor de escolinha de futebol para se aproximar das vítimas – Foto cedida

A Polícia Civil do Acre, por meio da delegacia de Epitaciolândia, prendeu em flagrante, na manhã desta quarta-feira (20), um homem identificado pelas iniciais W.G., de 31 anos, investigado por crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente virtual. A ação ocorreu durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão realizado no município, dentro das operações alusivas ao mês de combate ao abuso e à exploração sexual infantil.

De acordo com a investigação, policiais civis localizaram, nos aparelhos eletrônicos do suspeito, diversas mídias digitais contendo pornografia infantojuvenil. Conforme a Polícia Civil, ele já vinha sendo investigado pela prática de estupro de vulnerável na modalidade virtual — crime caracterizado pelo uso da internet para aliciar crianças e adolescentes menores de 14 anos, induzindo vítimas à realização de atos libidinosos e ao envio de conteúdos íntimos.

As investigações apontam ainda que o investigado utilizava sua atuação como professor de uma escolinha de futebol voltada para crianças e adolescentes como forma de aproximação das vítimas. Segundo os investigadores, ele mantinha contato frequente com adolescentes por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.

Até o momento, mais de dez possíveis vítimas já teriam sido identificadas pela equipe policial. No entanto, a Polícia Civil acredita que o número possa aumentar à medida que novos elementos sejam analisados no decorrer do inquérito.

Além do crime de estupro de vulnerável virtual, o investigado também poderá responder por delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relacionados ao armazenamento e compartilhamento de material pornográfico envolvendo menores de idade.

Na manhã desta quarta-feira (20), W.G. foi apresentado em audiência de custódia. Após analisar o caso, o juiz de garantias reconheceu a legalidade da prisão em flagrante e determinou a conversão da medida em prisão preventiva, mantendo o suspeito detido enquanto prosseguem as investigações. Toda a ação foi acompanhada e coordenada pelo delegado titular da delegacia de Polícia Civil de Epitaciolândia.

Interior concentra maior incidência de casos no Acre

O caso volta a chamar atenção para um cenário que preocupa autoridades e especialistas: a maior incidência de violência sexual contra crianças e adolescentes no interior do Acre.

Levantamento da Polícia Civil, baseado em registros de 2024, 2025 e dados parciais de 2026, mostra que os casos de estupro e estupro de vulnerável ocorrem com maior frequência fora da capital. Os dados indicam que municípios do interior acumulam mais vítimas do que Rio Branco ao longo dos períodos analisados.

Especialistas associam esse quadro a fatores como dificuldades de acesso à rede de proteção, distância de serviços especializados e menor presença institucional em municípios menores e comunidades isoladas. Também há preocupação com a subnotificação, considerada ainda mais elevada em áreas afastadas, onde muitas famílias enfrentam barreiras para denunciar os crimes.

Embora a capital concentre os maiores números absolutos em razão da população, cidades do interior também apresentam ocorrências relevantes, demonstrando que a violência sexual contra crianças e adolescentes está disseminada em diferentes regiões do estado.

Denúncia e proteção

A Polícia Civil reforçou a importância das denúncias anônimas em casos de abuso e exploração sexual infantil e destacou que o apoio da população é fundamental para identificar vítimas e responsabilizar autores desse tipo de crime.

A orientação é para que famílias que suspeitem que seus filhos possam ter sido vítimas do investigado procurem a delegacia de Epitaciolândia para formalizar a denúncia. Segundo a instituição, o sigilo das identidades dos menores é garantido durante todo o procedimento investigativo.

O caso também evidencia os desafios enfrentados pelas autoridades no combate aos crimes sexuais praticados no ambiente virtual, especialmente diante do acesso cada vez mais precoce de crianças e adolescentes às redes sociais e aplicativos de comunicação.

Com colaboração do jornal O Alto Acre, de Brasiléia. 

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