Rio Branco, 26 de maio de 2026.

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Primeiro caso confirmado de moko da bananeira em Feijó acende alerta

O governo do Acre confirmou o primeiro caso de moko da bananeira no município de Feijó, na comunidade Seringal Nova Sorte, às margens do Rio Envira. A doença, considerada uma das mais agressivas da bananicultura, representa ameaça à produção rural e à agricultura familiar da região.

Confirmação foi feita pelo Idaf, após análise de um laboratório ligado ao Ministério da Agricultura – Foto: cedida

A confirmação foi feita pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), após análise do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, ligado ao Ministério da Agricultura. O moko da bananeira é causado pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2 e pode provocar a destruição total das plantações.

Após a confirmação, equipes do Idaf iniciaram uma força-tarefa emergencial para monitorar a área, eliminar plantas infectadas e orientar produtores rurais. O trabalho inclui fiscalização em um raio de cinco quilômetros para evitar a disseminação da bactéria.

O produtor Antônio Osmildo, que depende da produção de banana para sustentar a família, contou que percebeu a morte das plantas há cerca de um ano e buscou ajuda técnica.

“Fui ao Idaf buscar saber o que estava acontecendo no meu bananal. As plantas não estavam se desenvolvendo e eu não sabia o que era”, relatou.

Segundo o Idaf, a doença pode ser transmitida por ferramentas contaminadas, solo, água, contato entre raízes e até por insetos.

A coordenadora estadual do Programa de Sanidade da Bananicultura, Malena Lima, destacou que o monitoramento rápido foi fundamental para identificar o foco da doença.

“O Idaf já desenvolve ações contínuas de monitoramento e educação sanitária justamente para prevenir que pragas como essa causem danos consideráveis à produção”, afirmou.

Ela também ressaltou as dificuldades enfrentadas pelas equipes para chegar às comunidades rurais da região.

“Nossas equipes percorrem rios e acessam comunidades de difícil acesso para garantir que as orientações técnicas cheguem até o produtor rural”, disse.

O Instituto orienta que produtores comuniquem imediatamente qualquer suspeita da doença para evitar novos focos e proteger a produção agrícola no estado.

Com informações da Agência de Notícias do Acre

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