Rio Branco, 12 de junho de 2026.

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Tabu x naturalidade: Vendas de sex shop disparam, mas clientes ainda preferem o anonimato no Acre

Ynaiara em sua sex shop localizada no Aquiri Shopping em Rio Branco – Foto Lucas Dourado

O mercado de bem estar-sexual tem crescido no Brasil, movimentando a economia, gerando emprego e renda e se tornando algo mais “comum” a cada dia.

Segundo informações do Ecommerce Brasil, uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico (Abeme), indicou que no ano passado, o mercado erótico e de sex shops movimentou cerca de R$ 2 bilhões.

No Acre, não é diferente, não é difícil encontrar sex shop em quase todos os bairros. No entanto, o fato de estar crescendo ainda pode vir acompanhado pelos tabus que envolvem o setor.

De acordo com Ynaiara Moura, que trabalha com sex shop há mais de uma década, existe uma alta busca pelos produtos do mercado sexual. No entanto, a empresária assume que ainda há resistência em frequentar a loja física por parte dosa clientes:

 “Eu ainda digo que hoje o sex shop ainda é um tabu, aqui vem gente de todos os públicos. Para o nosso mercado, por conta ainda de ser um tabu, o comércio eletrônico, a entrega, sem ter a necessidade de vir até a loja, é essencial. ”, explica

A empresária ainda contou que as sacolas da loja não têm identificação para preservar a discrição.

Nesse contexto, Ynaiara utiliza as redes sociais como grande aliada para se comunicar principalmente com os clientes que não vão na loja de forma presencial. Nas plataformas online, ela tira dúvidas e apresenta detalhadamente os produtos que vende.

Fantasias e lingeries estão entre os itens mais procurados na loja – Foto Lucas Dourado

Apesar do tabu, frequentar sex shop vai se tornando cada vez mais normal

Apesar do relato de Yanaiara ressaltar a resistência das pessoas a frequentarem a loja física, outras opiniões revelam uma visão diferente e tornam o assunto cada vez mais normal na sociedade.

A reportagem do Portal Acre conversou com um casal que costuma comprar frequentar e comprar produtos de sex shops. Os dois revelam que o sexo ainda é um tabu na sociedade, tanto que a identificação dos nomes na matéria foi tema de uma discussão do casal.

“A gente teve que entrar em um consenso. Por mim, a gente falava os nossos nomes, afinal, não é nada demais, uma coisa que deveria ser encarada como normal, até porque sexo é algo saudável e necessário na vida, mas meu marido preferiu que não nos identificássemos”, conta E.A., de 32 anos.

O marido revela que todo os meses os dois vão ao sex shop. “A gente costuma comprar bastante, apimenta a relação, não deixa cair na mesmice. Já temos 12 anos de casado e, apesar de não ser o mais importante, sexo é algo que precisa ter, principalmente em qualidade, em uma relação”, conta F.B., de 35 anos.

Casal conta que costuma frequentar loja juntos e também sozinhos para preparar uma surpresa – Foto Lucas Dourado

E, que é servidora pública, diz que o marido foi quem a incentivou. “Eu lembro que a primeira vez ele perguntou o que eu achava, eu disse que achava interessante, mas não sabia o que ele pensava a respeito”, afirma.

Perguntada sobre o que mais compra, o casal disse, entre gargalhadas. “Isso é segredo, não podemos revelar, mas, só garanto, que tem produtos e acessórios que deixam a vida muito mais prazerosa”, afirmou a esposa.

“Entrei pela primeira vez em uma sex shop com a minha mãe”

Outra história ouvida pela reportagem, traz a visão de uma jovem sobre o tema. A autônoma, de 29 anos,  comentou que cresceu em um lar sem tabus em relação à sexualidade.

“Meus pais sempre foram muito realistas em relação a isso. Tipo assim, não tem pra que você ter vergonha, o sexo existe, ele foi feito por Deus, ele é bom, e se não fosse pelo sexo, a gente não teria os nossos filhos, que é a nossa preciosidade”, disse.

Vendas aumentam no período de Dia dos Namorados – Foto Lucas Dourado

A entrevistada ainda contou que conheceu uma loja de sex shop em uma situação do dia-a-dia acompanhada pela mãe. No relato, ela conta que o ambiente era respeitoso e delicado. “Estávamos na rua e minha mãe resolveu entrar no local de uma forma natural. Lembro que a minha visão mudou na hora que entrei, não era algo do tipo “super depravado”, nem nada do tipo, ou super explícito, assim, ele era bem mais fofo. Lembro que a loja era metade convencional e metade sex shop”, disse.

Dia dos Namorados tem alta demanda

O período que antecede o Dia dos Namorados é muito aguardado pelo setor. Segundo Ynaiara,  a busca por presentes acontece o ano todo, porém a data do Dia dos Namorados é a mais esperada. A empresária conta que nesta época,  os clientes procuram opções para fazer surpresas aos parceiros.

 “Tenho opções durante o ano todo, mas no mês dos namorados as pessoas gostam de mandar um presente, tanto no trabalho, quanto já deixar em casa, em cima da cama, aquele presentinho pra apimentar a relação e deixar a comemoração ainda mais marcante”, relata.

Empresária conta que lubrificantes íntimos estão entre os produtos mais procurados – Foto Lucas Dourado

Segundo a empresária os itens mais procurados em sua loja são os lubrificantes e as peças íntimas personalizadas.

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