Rio Branco, 25 de setembro de 2026.

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Academia Acreana de Letras elege primeira mulher como patrona de uma cadeira da entidade

Professora Euri é a primeira mulher eleita patrona de uma cadeira da Academia Acreana de Letras – Foto cedida

A educadora Raimunda Euri Gomes Figueiredo, conhecida como Professora Euri, tornou-se a primeira mulher escolhida pelo voto para ser patrona de uma cadeira da Academia Acreana de Letras (AAL). Falecida em outubro de 2025, aos 94 anos, a professora de Xapuri foi escolhida para representar a cadeira 55, em uma decisão que passa a inscrever seu nome na história da principal instituição literária do Acre.

A escolha ocorreu no último sábado (19), durante a votação que definiu os seis patronos e patronas provenientes da comunidade para as novas cadeiras da AAL. A eleição integra o processo de ampliação da Academia de 40 para 60 cadeiras, concluído após a reforma do Estatuto da instituição.

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A trajetória de Euri é marcada principalmente pela educação. Nascida em Xapuri em 1930, ela dedicou quase cinco décadas ao ensino e à formação de gerações de acreanos, tendo atuado como professora, diretora e participante da estruturação de instituições de ensino do município. Também manteve relação com a literatura e a cultura, tendo sido reconhecida por incentivar o desenvolvimento intelectual de seus alunos.

Sua escolha para a cadeira 55 dá, portanto, uma dimensão particular à nova composição da Academia. Além de representar uma personalidade profundamente ligada à história educacional de Xapuri, Euri passa a ocupar um lugar simbólico na trajetória da AAL como a primeira mulher escolhida para representar uma de suas cadeiras como patrona.

Outros cinco nomes também foram escolhidos

A eleição definiu outros cinco patronos externos, cada um com trajetórias ligadas a diferentes aspectos da história e da formação social e cultural do Acre.

O primeiro colocado foi o padre Paolino Maria Baldassari, cuja trajetória está especialmente associada a Sena Madureira, onde viveu e desenvolveu por décadas seu trabalho missionário. Italiano de nascimento, chegou ao Acre em 1954 e passou grande parte de sua vida atuando junto às comunidades da região, inclusive nas chamadas “desobrigas”, viagens pelos rios para atender populações isoladas. Sua trajetória é tão vinculada a Sena Madureira que uma ponte sobre o rio Iaco recebeu oficialmente seu nome em 2023.

Também foram escolhidos Antonio Dourado de Souza, Rodolfo Bader Filho, Dom Moacyr Grechi e José Benedito Ferreira, o Cacique Bené. Os cinco, juntamente com Raimunda Euri, passam a representar as seis novas cadeiras destinadas a nomes externos à Academia.

A instituição ainda deverá vincular cada personalidade à sua respectiva cadeira e, posteriormente, realizar os processos de escolha dos acadêmicos que ocuparão as vagas que estiverem efetivamente abertas.

Segundo o presidente da AAL, José Dourado de Souza, quatro cadeiras deverão ser colocadas em disputa em 2027, por meio de editais específicos.

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