
O final de semana foi palco de uma celebração às artes marcais na capital acreana. No sábado, 1, o Centro de Iniciação ao Esporte (CIE), localizado no Aeroporto Velho, recebeu o a primeira edição do Trinacional de Boxe e K1, com representantes de quatro países.
O boxe, chamado de “nobre arte” é um dos principais esportes de artes marciais. O K1 é uma modalidade, que mistura diversas artes marciais, como o kickboxing, muay thai, karatê e taekwondo e são permitidos, também, golpes como chutes e joelhadas.
Além de atletas brasileiros, vindos de Rio Branco, Feijó e Tarauacá, a competição contou com lutadores internacionais, representantes da Venezuela, Peru e República Dominicana.
Um dos destaques foi a luta entre Runinawa, indígena da Aldeia Shanenawa de Feijó, que enfrentou e venceu o lutador Gatuso, de Lima, capital peruana.

Já no domingo, 2, o dia inteiro foi de mais artes marciais com a realização do XXVII Campeonato Estadual de Kung fu, uma arte marcial, que atravessa gerações.
Ao todo, mais de 100 lutas foram realizadas em um evento que lotou as dependências de CIE.
Ao contrário do que se pensa, a emoção maior foi fora do tablado de lutas. Pais e mães com o “coração na mão” aos acompanharem os filhos lutando. Foi o caso de Joana Danttas, que, emocionada, acompanhou a vitória de seu filho, de 11 anos, em uma das lutas do dia. “Meu Deus, eu achei que ia morrer. É a segunda vez que passo por essa experiência este ano e não é fácil. Graças à Deus, meu filho venceu”, afirma.

Um dos ensinamentos das artes marcais é a disciplina e o respeito entre os atletas. O filho de Joana lutou e venceu um colega de treinamento da mesma academia onde treinam. “Eu e a mãe dele ficamos juntas, torcendo, claro que eu queria que meu filho ganhasse, mas é fundamental pra eles saberem que nem sempre se ganha. Meu filho estava passando por um período de ansiedade e a arte marcial tem sido muito importante para ele”, diz Joana.
A competição foi realizada pela Super Liga Acreana de Kung fu. O presidente da entidade, Nil Figueiredo, falou sobre o sucesso do evento.

“Mais uma vez a gente mostra o quanto é forte o Kung Fu no Acre. Tivemos mais de 500 jovens nestes dias em toda a programação. É uma juventude que não está se perdendo nas drogas, no crime, pelo contrário, estão, por meio das artes marciais, aprendendo a ter disciplina e autocontrole. Graças aos voluntários e parceiros tivemos um evento pra ficar para a história”, declarou.

















