
O retorno às aulas da rede pública aconteceu nesta manhã de quarta-feira, 13, após um adolescente de 13 anos entrar armado no Instituto São José, na capital acreana, no último dia 5 de maio, e matar duas funcionárias.
A volta dos alunos está sendo marcara por um novo protocolo de segurança e uma recepção diferente para os estudantes.
A equipe do Portal Acre esteve no Colégio João Calvino para entender mostrar como estão as novas medidas de segurança daqui para frente e saber como a escola vai lidar com a questão psicológica dos alunos que seguem abalados.
O primeiro protocolo foi na entrada da escola. Todos os alunos passaram por um detector de metais e tiveram suas mochilas vistoriadas. Para além dessas medidas, a coordenadora pedagógica do colégio, Sâmia Brito, explicou o acolhimento psicológico.

“No primeiro momento, os alunos participaram de um culto na quadra da escola, com louvor e uma palavra ministrada pelo pastor Elvis. No segundo momento, em sala de aula teremos uma conversa sobre bullying e orientações psicológicas. É um momento de acolhida, já que os alunos se encontram abalados pelo que aconteceu”, disse.

Sâmia explicou ainda que no dia anterior a volta às aulas, aconteceu uma orientação com os pais, para que as famílias também possam agir juntamente com a instituição escolar na busca por um ambiente mais saudável e seguro.
“Passamos todos os protocolos para os pais, para que eles nos ajudem. A escola vai fazer a parte dela, mas as famílias precisam estar junto conosco”, destacou a coordenadora.

Para os pais e mães, o momento não é fácil. Mesmo a fatalidade não tendo ocorrido na escola, Elis Regina Melo, mãe de dois estudantes do João Calvino falou dos impactos nos filhos e de como está sendo o retorno à escola.
Ainda dói bastante, mesmo sendo em outra escola. Entreguei pra Deus, é complicado. A gente conversa muito em casa, temos um diálogo muito aberto, e confesso que eles ficaram com medo, aliás, a minha filha veio pra aula ainda com medo”, disse.
A reportagem também conversou com uma adolescente, E. J. S., de 14 anos. Ela conta que ficou abalada. “Não é fácil, porque a gente imagina que poderia ser um colega de turma, que poderia acontecer com qualquer um. Eu demorei a dormir durante alguns dias, me colocando no lugar dos alunos do São José”, disse.
Por conta do novo protocolo de segurança, os alunos tiveram que esperar mais do que o normal para entrar na escola, o que gerou uma grande fila do lado de fora da unidade de ensino.









