
A apreensão de quase 24 quilos de skunk realizada na última quarta-feira (15), no Posto de Fiscalização do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), na BR-317, elevou para 1.754,030 quilos o volume de entorpecentes apreendidos nas operações do grupo entre janeiro e 15 de julho deste ano. Mais do que estabelecer um novo recorde para o período, o número mostra que as rotas do tráfico na fronteira acreana continuam em plena efetividade.
O novo total foi alcançado após a interceptação de uma carga de 23,94 quilos de skunk, escondida em uma caminhonete durante uma fiscalização de rotina. O motorista e um acompanhante foram presos em flagrante e encaminhados às autoridades competentes.
Embora os dados revelem resultados expressivos das operações policiais, eles também refletem a dimensão do desafio enfrentado pelas forças de segurança em um estado que faz divisa com Peru e Bolívia, dois dos principais países produtores de cocaína do mundo. Pela posição geográfica, o Acre integra uma das rotas utilizadas para o transporte de drogas destinadas a outras regiões do Brasil.
Nesse contexto, apreensões sucessivas também indicam que as ações de fiscalização e inteligência continuam interceptando carregamentos importantes antes que eles avancem para os centros consumidores, mostrando a capacidade das forças policiais de identificar e interromper parte desse fluxo ilícito.
A marca de 1,75 tonelada foi alcançada poucos dias após a divulgação do balanço operacional do primeiro semestre, quando o Gefron havia contabilizado 1.730 quilos de drogas apreendidos. O acréscimo registrado na primeira quinzena de julho demonstra que as ocorrências continuaram em ritmo intenso no início do segundo semestre, especialmente nas fiscalizações realizadas ao longo da BR-317, uma das principais vias de ligação entre o Acre e a fronteira internacional.
Além das apreensões de entorpecentes, o balanço operacional do Gefron contabiliza, no período, 172 operações realizadas, 71 ocorrências gerais, 20 cumprimentos de mandados de prisão, 27 veículos apreendidos ou recuperados, oito armas de fogo retiradas de circulação e uma estimativa de R$ 19,9 milhões em prejuízo financeiro ao crime organizado, considerando drogas, veículos, armas e demais bens apreendidos.
Com a aproximação do período mais seco do ano, quando as condições de trafegabilidade em estradas e ramais costumam melhorar em diversas regiões da fronteira, o trabalho de fiscalização tende a permanecer intenso. Para as forças de segurança, de maneira especial o Gefron, o desafio continua sendo reduzir a circulação de drogas e enfraquecer a logística das organizações criminosas que utilizam o território acreano como corredor para o tráfico internacional.








