Rio Branco, 18 de abril de 2026.

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Setor de combustíveis alerta para risco de desabastecimento nacional de diesel; No Acre, situação ainda é tranquila

Setor pede novas medidas para evitar desabastecimento e alta do preço do diesel – Foto reprodução

Entidades do setor de combustíveis divulgaram na última sexta-feira, 20, uma nota em que pedem novas medidas ao governo Federal para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no Brasil.

De acordo com as entidades, o aumento de R$ 0,38 no diesel “A”, anunciado pela Petrobras, representaria cerca de R$ 0,32 por litro no diesel “B”, que é o produto comprado pelos consumidores.

Outro exemplo pontuado pelas entidades são leilões realizados pela Petrobras, nos quais o diesel “A” tem sido negociado entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro. Esse valor, dizem, está a cima do preço de referência das refinarias da própria companhia.

A nota também destaca que do abastecimento nacional vem de refinarias privadas e de importadores. As empresas não atuam na extração de petróleo no Brasil e praticam preços do diesel “A” de acordo com as referências nacionais.

Um levantamento da TruckPag, empresa que faz gestão de frotas, motra que o preço do diesel no Brasil já chegou a uma média de R$ 7,22. No início da guerra do Oriente Médio, no final de fevereiro, o preço médio era de R$ 5,74.

Os Iranianos alegam que, por conta dos ataques, o estreito foi fechado. Com o fluxo do comércio na região reduzido a menos da metado do habitual. O Barril do petróleo saltou de cerca de US$ 60 (início do ano) para US$ 115.

O governo, então, apelou aos governadores para que cortassem os impostos estaduais sobre os combustíveis. Pelas contas do Ministro da Fazenda, a isenção custará R$ 3 bilhões por mês, e o governo devolveria R$ 1,5 bilhão.

“Eu sigo muito confiante que a gente possa avançar, e não avançando, o que seria uma lástima, uma falta de compromisso, a gente iria para outros caminhos para não deixar a população desguarnecida”, disse Dario Durigan, novo ministro da Fazenda.

Como fica o Acre diante dessa situação?

De acordo com Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre (Sindepac), o risco de desabastecimento ainda não é visto como uma possibilidade nesse momento, “ Sobre risco de desabastecimento, não existe essa possibilidade até o momento”.

Porém, o preço do combustível segue a demanda do mercado que segundo o sindicado o aumento é inevitável diante desse momento que delicado.

“É inevitável o aumento. Todo o combustível desde a cotação do petróleo, do repasse das refinarias para as distribuidoras e das distribuidoras para os revendedores (Postos), mas não sabemos quando irá aumentar em casa posto”.

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