
Entidades do setor de combustíveis divulgaram na última sexta-feira, 20, uma nota em que pedem novas medidas ao governo Federal para reduzir o risco de desabastecimento de diesel no Brasil.
De acordo com as entidades, o aumento de R$ 0,38 no diesel “A”, anunciado pela Petrobras, representaria cerca de R$ 0,32 por litro no diesel “B”, que é o produto comprado pelos consumidores.
Outro exemplo pontuado pelas entidades são leilões realizados pela Petrobras, nos quais o diesel “A” tem sido negociado entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro. Esse valor, dizem, está a cima do preço de referência das refinarias da própria companhia.
A nota também destaca que do abastecimento nacional vem de refinarias privadas e de importadores. As empresas não atuam na extração de petróleo no Brasil e praticam preços do diesel “A” de acordo com as referências nacionais.
Um levantamento da TruckPag, empresa que faz gestão de frotas, motra que o preço do diesel no Brasil já chegou a uma média de R$ 7,22. No início da guerra do Oriente Médio, no final de fevereiro, o preço médio era de R$ 5,74.
Os Iranianos alegam que, por conta dos ataques, o estreito foi fechado. Com o fluxo do comércio na região reduzido a menos da metado do habitual. O Barril do petróleo saltou de cerca de US$ 60 (início do ano) para US$ 115.
O governo, então, apelou aos governadores para que cortassem os impostos estaduais sobre os combustíveis. Pelas contas do Ministro da Fazenda, a isenção custará R$ 3 bilhões por mês, e o governo devolveria R$ 1,5 bilhão.
“Eu sigo muito confiante que a gente possa avançar, e não avançando, o que seria uma lástima, uma falta de compromisso, a gente iria para outros caminhos para não deixar a população desguarnecida”, disse Dario Durigan, novo ministro da Fazenda.
Como fica o Acre diante dessa situação?
De acordo com Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre (Sindepac), o risco de desabastecimento ainda não é visto como uma possibilidade nesse momento, “ Sobre risco de desabastecimento, não existe essa possibilidade até o momento”.
Porém, o preço do combustível segue a demanda do mercado que segundo o sindicado o aumento é inevitável diante desse momento que delicado.
“É inevitável o aumento. Todo o combustível desde a cotação do petróleo, do repasse das refinarias para as distribuidoras e das distribuidoras para os revendedores (Postos), mas não sabemos quando irá aumentar em casa posto”.








